segunda-feira, 8 de junho de 2009

Apocalipse 11.15-19 - A Sétima Trombeta

No capítulo anterior, os cristãos foram confortados com a certeza da justa retribuição de Deus sobre aqueles que os estavam perseguindo.

O povo de Deus aguardava ansiosamente a afirmação
de Deus acerca de Seu reinado sobre o mundo (todo o universo foi criado por Deus e Ele sempre dominou o mundo). Acontece que Lúcifer era um anjo, ao qual Deus delegou muito poder e, em determinada época, ele quis ser igual ou maior do que Deus. Se rebelou contra Deus e foi expulso da presença de Deus, porém continuou com certos poderes, embora limitados, obviamente.

Desde que foi expulso do Céu, continua tentando dificultar as ações de Deus e conseguiu fazer Adão e Eva pecarem ou desobedecerem a Deus. Jesus então veio reconciliar o homem com Deus. No entanto, Satanás estava usando os romanos pagãos para impedir a expansão do Evangelho, com a boa nova de Salvação em Jesus Cristo. Neste momento da história da humanidade, concretiza-se a vitória total de Deus e de Jesus sobre o diabo e seus anjos.



V V 15 As vozes dos querubins anunciam que o reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo (Salmos 2 - Daniel 7.14 - I Coríntios 15.24-28).

V V 16 Os anciãos se prostam diante de Deus em adoração e louvor como em ocasiões anteriores (Apocalipse 4.11 e 5.9,10).

A visão do Templo no Céu é figurada, pois na Cidade Celestial não há Templo (Ap. 21.22)

Abro um parênteses aqui para dar um recado às igrejas e principalmente aos líderes das mesmas. Tenho visto e ouvido de igrejas que gastam todo os dízimos e ofertas no afã de construir templos suntuosos pensando agradar a Deus ou marcar a passagem do pastor por determinadas igrejas. Reconheço que a igreja tem que ter o seu templo compatível com o número de membros e as condições financeiras dela. Porém ela não deve se endividar na construção ou ampliação do templo em detrimento da Missão que lhe foi confiada que é a pregação da Palavra e expansão da obra missionária, pois quando Jesus voltar, tudo será destruído, tudo ficará para trás. O que conta é o número de almas redimidas apresentadas ao Senhor pela Igreja).


VV 19 - O obejtivo aqui é retratar a Arca do Pacto feito entre Deus e o Homem. No Templo de Salomão, a Arca ficava no Santo dos Santos (recinto localizado no Tabernáculo) como um símbolo da presença de Deus e recordação da Aliança.

Ela era tão sagrada que somente o Sacerdote podia vê-la, e mesmo assim de ano em ano.

Ela fora destruída (ou desapareceu) pelos babilônios em 586 a. C. quando o Reino de Judá fora levado para o cativeiro.

Há uma tradição judaica que diz que ela foi escondida e que algum dia ela reapareceria. Assim, alguns acham que com esta visão se cumpriu aquilo que os judeus afirmavam. Porém, esse não é o objetivo de João. O que ele pretende é mostrar que Deus permanece o mesmo de ontem, de hoje e eternamente.

A Arca funciona como uma visão consoladora (simbolizando a presença de Deus), visto que a Igreja entrará em uma luta brava com o mundo pagão.
As perseguições satânicas rugirão, mas o Pacto que Deus fez com o Seu povo continua de pé e firme.

No conflito dos cristãos com o mundo (iniciado no capítulo 12), virão dias ainda mais escuros; mas o resultado final é a vitória de Cristo. E, para confortar o Seu povo (antes do conflito começar), Deus mostra a Arca no Templo Celestial (figurativamente) para dizer que Ele não esquecer do Seu povo nem do Seu Pacto com ele.


Os relâmpagos, vozes e trovões, terremotos e grande saraivada são a espetacular resposta da Terra aos grandes anúncios feitos no Céu. (Ap. 8.5 e 16.18).

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Apocalipse 11.1-14 - As Duas Testemunhas


A medição do Templo é uma introdução Às Duas Testemunhas. Ela tem o mesmo significado da selagem dos servos de Deus, isto é, ela funciona como uma proteção.

A cana era um caniço usado para medições lineares (metro). João não é mais um observador, ele faz a medição do Templo.

Ele recebe ordem para medir apenas o santuário e os que nele adoram e excluir o átrio que está fora do santuário (o pátio).

O átrio que não foi medido significa os gentios desprotegidos do poder de Deus pela sua única e exclusiva vontade.

O homem sem a proteção divina (sem o selo protetor) é uma presa fácil tanto para os homens maus quanto para o diabo. Facilmente mata, rouba, assalta, sequestra, se embriga, se droga, aborta, faz abortos, corrompe, adultera, se prostitui...

Que não era judeu, era gentio. Quando a gente se refere a gentio opressor, é Roma com todo o seu poder material e efêmero. O período de dominação gentílica é de 3 anos e meio, simbolizando um número de anos indefinido, incerteza quanto ao tempo.

Sei que há muitas interpretações a respeito destas Duas Testemuhas e por isso mesmo vamos citá-las para que tomem conhecimento. Dizem os estudiosos (cada um defendendo a sua opinião) que as Duas Testemunhas podem ser:
Moisés e Elias - Lei e os Profetas - Pedro e Paulo - os Dois Candeeiros (Esmirna e Filadélfia) - a Igreja e o Pregador.

Com qual delas concordar? Bem, nós temos autoridade para discordar deles ou de alguns, porém temos que tomar um caminho lógico e plausível para que os irmãos entendam o que Deus está querendo dizer. Não se deve forçar interpretações, por mais eruditas e simpáticas que elas sejam.

Que significado teria para os cristãos dos dias de João esta mensagem? João estava escrevendo em um momento de suprema e urgente necessidade. A mensagem seria no sentido de atender aquela necessidade de esperança imediata. Então as Duas Testemunhas (o número "2" dá a idéia de fortaleza) simbolizam um testemunho de grande poder. Parece que Deus está a dizer: "Estai certos de que, embora o mundo esteja dominado por homens maus, vós sereis protegidos e o Evangelho será pregado; o testemunho cristão será mantido firme".

A tarefa da Igreja é a publicação universal do Evangelho; isto será levado avante, ainda que os adversários não queiram. Então as Duas Testemunhas representam o espírito militante dos cristãos verdadeiros e o testemunho deles.

As Duas Testemunhas são os Profetas (Pregadores do Evangelho) e o Testemunho (Firmeza, Certeza, Convicção, Fé, Perseverança). Eles profetizam 1260 dias (número simbólico) imunes a atos que os possa impedir.

As Duas Testemunhas são comparadas com as Duas Oliveiras de Zacarias (Zc. 4.1-14). Lá vemos apenas um candeeiro, mas aqui são necessários dois para estabelecer uma causa nas Cortes Judaicas (Deuteronômio 19.15, 17.6 e Números 35.30).

As Duas Testemunhas são protegidas por Deus durante o tempo (1260 dias) em que profetizam e seus atacantes são destruídos (aparentemente aludindo a Elias em II Reis 1.9-16).

As Duas Testemunhas têm poder para fechar o Céu (I Reis 17.1) e converter as águas em sangue (Êxodo 7.20), porém a sua imunidade termina após os 1260 dias pois a besta as matará.

A Cidade Santa do versículo 2 se refere a Jerusalém e a Grande Cidade do versículo 8 descrita espiritualmente como Sodoma e Egito também se refere a Jerusalém (Isaías 1.10). Isaías chama Jerusalém de Sodoma porque ele já sabia que Jerusalém iria rejeitar a Jesus.

Sodoma simboliza qualquer cidade que rejeita a Jesus como Salvador. Sodoma simboliza a rejeição cega e obstinada a Deus. Cafarnaum foi considerada mais culpada do que Sodoma por ter rejeitado a Jesus (Lucas 10.12 e Mateus 11.24). Muitas cidades na atualidade podem ser chamadas de Sodoma e Gomorra por rejeitarem a Jesus e continuarem seguindo os seus ídolos mudos e cegos que nada podem fazer por elas (Isaías 45.20).

O Egito simboliza o lugar de opressão do povo de Deus. João, inspirado pelo Espírito Santo, usava artifícios topônimos para despistar os romanos pagãos e ignorantes com relação ao Cristianismo.

Após o período de 1260 dias, o período do Testemunho, a besta guerreia contra os Profetas de Deus, representados pelas Duas Testemunhas. Ela os vence, a vitória dela é completa. Os ímpios festejam mandando presentes uns aos outros numa demonstração de alegria para com a vitória da besta.

Mas depois de três dias e meio (tempo simbólico) o espírito de vida entrou novamente nos corpos (Ezequiel 37.10 e Mateus 28.-10). João mostra a vitória completa das Testemunhas ante os próprios olhos dos perseguidores. Foram transladadas para o Céu igualmente a Enoque e Elias (Gênesis 5.18-24 e II Reis 2.1-11).

Através do terremoto a Terra reconhece a vitória das Testemunhas e a soberania de Deus, isto é, os que presenciaram esse fato.

Fazendo uma recapitulação, observamos que esta visão se divide em Três partes, nas quais está refletido o notável progresso do Evangelho durante a era apostólica.

Primeira Parte: é o período em que se pregou o Evangelho com admirável sucesso vv 4-6 (não houve perseguição porque os romanos e judeus infiéis não levaram o Cristianismo muito a sério, porque tinha crucificado Jesus e não acreditavam na Sua ressurreição).
Segunda Parte: é o tempo em que aparece um poder que tenta destruir o testemunho do Evangelho. Consegue êxito temporário. É nessa época que o Apocalipse foi escrito. O Evangelho passava por um momento de crise. Parece que o Império Romanos estava prestes a esmagar o Cristianismo com as suas perseguições sistemáticas. Regozija-se sobre os seus destroços.

A Besta (Roma) guerreou contra as Testemunhas e fez estacar ou estancar o seu notável Trabalho. Foram mortas e seus corpos insepultos a fim de que todo o povo pudesse contemplá-los boquiaberto.

O mundo, contra quem as Duas Testemunhas haviam pregado, fez grandes festas, houve grande regozijo e congratulações de parte a parte. Porque se haviam tirado da frente de seus passos as Duas Testemunhas que não molestariam mais os homens do mundo. Roma pensava que o Cristianismo estava de fato esmagado, para nunca mais se levantar vv. 7-10.

Terceira parte: é o período da vitória do Evangelho e provando a Roma que ela estava muito enganada ao fazer pouco caso do poderio de Deus.
O poder divino levou Roma à derrota e possibilitou a mensagem redentora do Evangelho viver e sobreviver triunfante.

Esse período já estava bem próximo dos cristãos do tempo de João. O simbolismo mostra a restauração da vida das Duas Testemunhas.

Segue-se um indefinido período de perturbação e desordem, fazendo com que os próprios inimigos de Deus reconhecessem o poder divino e chegassem até a dar "glórias a Deus". Isso aconteceu durante o reinado de Domiciano em que o Cristianismo saiu vitorioso em meio as perseguições e sangrentas provações, e muitos foram levados a abraçar o Cristianismo (só as pessoas que se convertem dão "glórias a Deus" verdadeiramente de coração).

Esse capítulo 11 é de difícil interpretação, mas em oração Deus nos ilumina e nos dá o conhecimento e discernimento através da ação do Espírito Santo. O que aprendemos é que, independente das provações e perseguições sabemos que tantos os crentes de outrora como os de hoje podem ter plena confiança e certeza que a Igreja de Jesus é triunfante porque é fiel o que prometeu a vitória.

"E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições" II Timoteo 3.12.

"Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso
Senhor Jesus Cristo." I Co 15:57

terça-feira, 19 de maio de 2009

Apocalipse 10.1-11 - João Come o Livrinho


A posição de João mudou do Céu para a Terra. Este anjo não é nenhum dos mencionados até aqui. A nuvem simboliza glória (manto do anjo), o arco-íris funciona como um diadema, o rosto de sol simboliza luz e poder e a posição das pernas indica que a mensagem é endereçada a todo o mundo.

As nuvens são veículos de seres celestiais quando descem à Terra (Daniel 7.13 e Salmos 104.3).

O anjo brada com voz forte para atrair a atenção de todos para o que vai dizer. Ele não é um mensageiro comum, pois tem um livro na mão e faz com que os sete trovões falem.

Os trovões não são identificados, porém sugerem que é a voz de Deus (João 12.27 e ss).

João foi proibido de escrever porque a mensagem deveria ser selada para conservá-la secreta até o momento propício (Daniel 12.4).

Em Ap. 6.10 os mártires perguntaram a Deus "até quando?" e Deus disse que esperassem um pouco mais. O homem gosta de inquirir a Deus: "Por que nascem crianças doentes e aleijadas? Por que tanta pobreza no mundo? Por que Deus levou meu único filho? Por que eu sofro tanto? Por que tanta fome?" Uma série de porquês que parecem querer culpar a Deus por tudo que há de ruim no mundo.

Apenas um esclarecimento que o Senhor já me deu e quero compartilhar com os leitores. Deus tem TODAS AS RESPOSTAS. Ele sabe de tudo. E nessa sabedoria infinitamente perfeita, Deus nos poupa de ouvir e conhecer as respostas, porque ainda não é o momento. Não temos estrutura para estarmos cientes de tudo. Não aguentaríamos. Nosso corpo mortal (por causa do pecado) é fraco. Não suportamos muitas pressões ao mesmo tempo. Alguns sucumbem ao peso de dívidas financeiras. Duas ou três contas de luz vencidas é motivo para desespero, depressões, desentendimentos familiares. E o que falar de decepções amorosas? Quantos se tornam um verdadeiro lixo humano, por terem perdido o que pensaram ser o "amor da vida deles" para uma outra pessoa. Vendo por esse lado, entendemos porque Deus nos oculta muitas coisas, por serem grandiosas demais para nossa atual estrutura. No tempo certo Ele nos revelará, e de acordo com a vontade dEle. Que maravilha é poder descansar na vontade de Deus para nossas vidas, porque é sempre boa, agradável e perfeita.

Daniel também perguntou a Deus (Daniel 12.6) e Ele mandou selar a mensagem até o final ou até o fim.

A pergunta feita pelos martíres em Ap. 6.10 está sendo respondida agora com a Sétima Trombeta a partir do versículo 15. O mistérioa vai ser desvendado. "Não haverá mais demora". Não haverá mais avisos, pois os avisos já pronunciados pelas Seis Trombetas anteriores foram suficientes para os homens se arrependerem.

O livro não foi entregue diretamente a João. Ele teve que usar a sua iniciativa de pegar. O homem tem que ter a iniciativa de pegar o Livro pois dele provém a salvação para a sua alma (João 5.39).

O gosto do livro é doce mas os seus efeitos posteriores são amargos. O que significa isso? Vamos juntos aprender o que simbolizam o doce e o amargo na boca e estômago de João, respectivamente.

A mensagem cristã é doce para o pregador, pois ele se sente alegre, feliz e privilegiado de receber das mãos de Deus uma revelção, uma inspiração, uma vocação, um dom.

Quando o pregador fecha a Bíblia após o apêlo, começa dentro dele um processo de angústica, de tristeza e de amargura (às vezes isso acontece no momento da pregação). Por quê? Porque a mesma mensagem de salvação por ele apresentada é ao mesmo tempo uma mensagem de condenação aos pecadores que não se arrependerem (pais, irmãos, filhos, amigos). O pregador sabe que muitos não se arrependeram. E, ao pensar nas terríveis consequências, ou seja, a revelada ira de Deus sobre os pecadores que não se arrependem, o pregador se sentem triste diante de um quadro bastante triste e muito amargo.

Irmãos, cientes disso, uma boa prática em nossas igrejas é ter todos os crentes em oração durante a pregação e, principalmente, durante o apêlo. Muitas forças do mal tentam impedir que o pecador ouça a mensagem e se arrependa, dando glória a Deus. Nesse momento, a corrente de oração do salvos em favor dos que estão ouvindo a mensagem deve ser contínua e firme. Nada de conversas paralelas, brincadeiras e saídas antes da hora para a cantina ou estacionamento.

Não, irmãos!!! Estamos em guerra e essa é uma batalha importante em que muitos sairão do culto ou para a vida ou para a morte eterna. Todos os soldados de Jesus são necessários nesse momento de intercessão e não apenas o pregador:

"Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais."
Efésios 6.12

Apocalipse 9.13-21 - A Sexta Trombeta


A Voz do Altar deu a ordem de execução. A Voz saia de quatro pontas ou chifres que funcionavam como projeções decorativas. As orações dos santos do capítulo 8.3 são respondidas agora como julgamento sobre a Terra.

Os anjos eram malignos, pois estavam presos no rio Eufrates que era a fronteira antiga entre o Israel ideal e os seus inimigos ao oriente (assírios e babilônios). Então, a fronteira oriental de Roma (Império Romano)era o rio Eufrates e os seus inimigos, a essa época, eram os partos que haviam infligido grandes derrotas aos romanos na fronteira.

João está dizendo que o inimigo de Roma fica na fronteira e agora foi liberado para lutar contra o dominador e inimigo de Cristo porque chegou o momento exato:hora, dia, mês e ano.

V 16 Os cavaleiros tinham sido preparados de modo todo especial para essa obra destruidora. João viu um exército de 200 milhões de cavaleiros (20.000 x 10.000 número que desígna um exército enorme de número completo - Salmos 68.17 e Daniel 7.10).

Em formação regular, era uma tropa de cavalaria que ocuparia o espaço de uma milha de largura por oitenta e cinco milhas de comprimento.

V 17 Os cavaleiros não matam e sim os cavalos demoníacos que exalam fogo, fumaça e enxofre, e desta forma infligem pragas mortais, dizimando um terço da humanidade. As cabeças de serpentes nas caudas dos cavalos eram sofrimentos adicionais mas não eram mortais.

Essa visão simboliza a invasão externa que nas mãos de Deus serviria de instrumento de punição aos opressores do Seu povo. Três foram as causas da derrocada do Império Romanos:

- as calamidades naturais
- a podridão interna (corrupção que já estavam em andamento)
- a invasão externa vista nesta visão

Os versos 20 e 21 nos dizem que os juízos acima referidos eram julgamentos contra o poder mundano e não contra os cristãos, obviamente. Estes poderiam sofrer as consequências, porque estavam misturados com o mundo na sua perigrinação terrena; mas juízo não, pois provação não é julgamento como alguns crentes acham. Há crentes que pensam que os acidentes, doenças, desemprego, e outras situações difíceis são provinientes do peso da "mão de Deus" sobre a vida de um crente que fez algo errado aos olhos de Deus.

É sempre bom mantermos em mente que Deus não age como nós: "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor." Isaías 55.8.

Em conclusão, vemos que Deus procura mostrar aos cristãos que Roma nunca triunfaria sobre a cristandade, dando-lhes motivos de esperança e confiança para prosseguirem na expansão e proclamação da fé em Jesus Cristo

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Atos 11.1-18 0 A Igreja Inclusiva se Institucionaliza


Deus Não Faz Distinção de Pessoas - A Igreja Inclusiva se Institucionaliza

O que significa a sigla CNPJ ? (cadastro nacional da pessoa jurídica)

Pois bem, nesse estudo de hoje vamos ver a Igreja Cristã conseguindo seu CNPJ. A partir desse momento na história da Igreja Cristã ela será reconhecida como instituição, estruturada, organizada e reunida sob um padrão excelente de comportamento, ditado pelo próprio Jesus, através do seu comportamento imaculado em cumprimento à Palavra de Deus.

O que significa RIC?

(Registro de Identidade Civil – novo nome da carteira de identidade no Brasil a partir de 2009)

Todo cidadão, antes de sair de casa, deve verificar se tem consigo o seu RIC, sua carteria de identidade. Quem está com a sua na carteira ou na bolsa, pegue por um momento e me diga o que ela fala de você (Não precisam falar a idade J )

Como podemos ver, esse papelzinho é fundamental para sua identificação, porque:

- Diz que você existe.
- Diz quem são os seus pais.
- Diz o local e onde você nasceu e quando.
- Diz sua altura
- Diz a cor de seus olhos
- Tem a sua impressão digital
- Tem a sua fotografia, mostrando quem você é.

No livro de Atos estamos estudando o início da expansão da Igreja de Cristo. Com essa expansão, “essa saída de casa da Igreja”, ou seja, dos limites de Jerusalém, surge a necessidade muito fundamental que é estabelecer a Identidade dessa Igreja. Sem essa identidade bem explicadinha para ser seguida a risco, haveria o perigo de descaracterizar a genuína e única Igreja de Jesus.

Com o trabalho dos missioários, a Igreja começou a se multiplicar em número e mais distante geograficamente do centro de Jerusalém.

Samaria – Filipe pregou e houve conversão – Atos 8.5 “E, descendo Filipe à cidade de Samaria lhes pregava a Cristo”

Quando a igreja central em Jerusalém ouviu que os samaritanos estavam se convertendo, viu a necessidade de enviar Pedro e João, para que eles verificassem se era verdade, se os SAMARITANOS eram realmente convertidos. E, eles eram, graças a Deus. Porque lemos que:

“Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João. Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo” Atos 8.14 e15.

E bom lembrar o porquê dessa desconfiança – OS JUDEUS NÃO SE DAVAM COM OS SAMARITANOS

Apesar de ser um tópico de uma outra lição, é interessante lembrar a origem dessa inimizade entre os judeus e os samaritanos.

Quando o povo de Israel pecou, abandonando o Senhor, Deus permitiu que fossem deportados para serem escravos na Assíria. E na região onde eles antes tinham suas habitações, Deus permitiu que outros povos viessem habitar ali.

Esses povos que passaram a morar na região da Samaria vieram de várias partes da Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Sefarvain.

Eles apenas temiam a Deus como alguém que poderia exterminá-los a qualquer momento MAS eles não o amavam para obedecer a Sua Palavra. Era apenas temor sem amor. Veja o que nos diz II Reis 17.33:

“Assim temiam ao Senhor, mas também serviam a seus deuses, segundo o costume das nações dentre as quais tinham sido transportados.”


Agora podemos voltar ao contexto de Atos e entender porque houve necessidade do próprio Pedro, um dos líderes, ir pessoalmente, verificar isso que estava acontecendo em Samaria. Os inimigos agora eram irmãos. Oh, glória a Deus! Que poder maravilhoso tem o sangue de Jesus!!!

“E agora? O que vamos fazer?” Provavelmente o grupo em Samaria perguntou isso. Esse grupo de irmãos da Samaria precisava de diretrizes, parâmetros, orientação sobre o que fazer e o que não fazer também. Eles queriam ser iguais a Igreja de Jerusalém.

Bem, dessa realidade, surgiu a necessidade do que chamamos Instucionalização da Igreja. Porque havia o perigo de cada grupo começar a fazer o que bem entendesse e ai, como o nome de Igreja Cristã, escandalizar o nome de Jesus, contrariando o seu ensino.

CESARÉIA E SUA IMPORTÂNCIA NESTA INSTITUCIONALIZAÇÃO

Quando uma boa nova traz desconfiança? Nessa situação que vamos ver agora, por causa do preconceito.

Chegou aos ouvidos dos líderes da Igreja de Cristo em Jerusalém a notícia que os romanos, considerados gentios, sanguinários e iníquos, também estavam se convertendo às boas novas de Jesus Cristo, aceitando-O como Senhor e Salvador.

Temos que nos situar no tempo e no espaço para entender como as coisas aconteceram:

- A igreja em Jersusalém começou com judeus que se converteram a Jesus. Jesus mesmo era um judeu.
- Jerusalém era e ainda é a cidade dos judeus.
- Os romanos e outros povos sempre perseguiram os judeus, como se vê até hoje.
- Os judeus tinham pavor dos romanos por todas as atrocidades e injustiças cometidas.

Pois bem, nesse cenário, veio Jesus e ensina a amar os nossos inimigos, a perdoar-lhes, porque não sabem o que fazem.

Os novos crentes em Jesus estão engatinhando na fé. Ainda têm muita coisa de Judaísmo nas veias e no coração. Precisam ser burilados pelo Espírito Santo para darem espaço a atuação do Espírito em suas vidas e serem transformados. E isso se dá através de EXPERIÊNCIAS.

Quando os membros da igreja em Jerusalém ouviram que os gentios (não israelitas) tinham sido batizados no Espírito Santo, aceitaram Jesus como Senhor e Salvador, alguns provavelmente disseram ou pensaram:

- O quê? Vou ter que chamar um romano de irmão?
- Vou ter que tomar a Ceia com um grego gentio?
- Gente, esses gentios não são circuncidados, como podem fazer parte da assembléia de Cristo?
- Ai, ai, ai, tá difícil ser cristão assim!

Eu imagino que essas e outras piores exclamações surgiram nas discussões entre os membros da Igreja de Jerusalém, o que obrigou o apóstolo Pedro a relatar a EXPERIÊNCIA que teve da visão maravilhosa

“E no dia seguinte, indo eles seu caminho, e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta. E tendo fome, quis comer; e, enquanto lho preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos, E viu o céu aberto, e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, e vindo para a terra. No qual havia de todos os animais quadrúpedes e répteis da terra, e aves do céu. E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come. Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda. E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou. E aconteceu isto por três vezes; e o vaso tornou a recolher-se ao céu. Atos 10.9-16

A PRIMEIRA VIAGEM DE PAULO E SUA IMPORTÂNCIA
NESTA INSTITUCIONALIZAÇÃO (At 15.1-5).

Como fruto dessa primeira viagem de Paulo 9 (nove) grupos ou núcleos da igreja foram organizados em várias localidades: Selêucia, Salamina, Perge, Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra, Derbe e Atália.

E agora? Esses também agora são cristãos. Será que eles teriam que ser circuncidados fisicamente, como os judeus são?

Bem, isso foi o que queriam alguns crentes da Igreja de Jerusalém. Mantenham sempre em mente que eles eram judeus. Nesse particular sobre a circuncisão, alguns, provalmente ex-fariseus, mas ainda presos aos rituais da Lei, achavam que para serem “iguais” os ex-gentios teriam que ser circuncidados.

Na verdade todos somos circuncidados e a Lei foi cumprida em Jesus, mas a circuncisão é do coração, mas eles ainda não entendiam isso.

Irmãos, para se entender o que o Espírito diz à Igreja é necessário estarmos em sintonia com Ele. Como num rádio precisamos estar na estação certa para ouvir a voz do locutor. Sem sintonia com o Espírito Santo, não há compreensão clara da vontade de Deus.

Mas Pedro estava em sintonia com o Senhor e calou a boca de muita gente com a seguinte afirmação, do capítulo 15

“E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Homens irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem. E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós; E não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé. Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar? Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também. Então toda a multidão se calou..” Atos 15.7-12

A partir dessa palavra de Pedro, todos os grupos que se reunissem em nome de Jesus teriam que considerar que:

“somos um povo só, igreja do Senhor, desde que o Espírito Santo nos unificou pela fé”




O PRIMEIRO CONCÍLIO ECLESIÁSTICO E SUA IMPORTÂNCIA NESTA INTITUICIONALIZAÇÃO – Atos 15.6-31


Estamos diante de uma situação que por hora estava resolvida, o apóstolo Pedro calou a boca daqueles naquele momento, mas é daí para frente? Ele não estaria presente em todas as reuniões e em todos os lugares ao mesmo tempo. E no futuro? Como situações de divergências poderiam ser contornadas diante da apresentação da vontade de Deus?

Como resposta a todas essas perguntas surgiu então a Igreja Instituição, com:

- seus parâmetros
- seus planos
- sua organização
- seus limites
- e sua obediência à Palavra de Deus

Vemos nessa reunião conhecida como Concílio (A palavra concílio vem do verbo conciliar = harmonizar, aproximar ou tornar compatíveis.) a intituição organizada da Igreja e seus elementos de funcionalidade harmoniosa.

Podemos destacar o que aconteceu nessa reunião:

congregacionalismo - a comunidade se reuniu num lugar para deliberar (decidir sobre certos assuntos)
parlamentarismo – direito de se expressar verbalmente democraticamente.
liderança – a igreja se reunia e os líderes estavam presentes e controlavam os ânimos mais alterados.
Ordem – Pedro assume a posição de pastor e líder, os outros se calam. Ele introduz o assunto, o motivo da reunião.
Relatório - Depois Paulo e Barnabé têm a vez de relatar o testemunho da viagem missionária, contando sobre a conversão de inúmeras pessoas de todas as tribos e raças.
Decisão – “O líder inicia o processo de decisão, manisfestando a posição que deveriam chegar como igreja-mãe (15.13-21)”.
O plenário chega a uma conclusão, de maneira unânime nesse assunto e os mensageiros saem da reunião com a tarefa de comunicar a decisão, através de carta, a todas as igrejas espalhadas no mundo. Como se lê em Atos 15.22-31

“E por intermédio deles escreveram o seguinte: Os apóstolos, e os anciãos e os irmãos, aos irmãos dentre os gentios que estão em Antioquia, e Síria e Cilícia, saúde.24 Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento,25 Pareceu-nos bem, reunidos concordemente, eleger alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo,26 Homens que já expuseram as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.27 Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas.28 Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:29 Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá.30 Tendo eles então se despedido, partiram para Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta.31 E, quando a leram, alegraram-se pela exortação.”


CONCLUSÃO

Irmãos, aprendemos muitas coisas com esse estudo.

Vemos que a Igreja do Senhor Jesus é inclusiva no que diz respeito ao fato de Deus NÃO FAZER ACEPÇÃO DE PESSOAS, como nos diz o apóstolo Pedro “mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.”

MAS, o diabo, nosso adversário, está sempre tentando tirar de Deus a glória e usa como estratégia a mesma palavra Inclusiva, para designar em nossos dias igrejas que se mostram muito boas e compreensivas que estão de portas abertas para todos, sem se preocupar com a mudança de comportamento e com o arrependimento. Não se importando que seus membros continuem com suas práticas imorais e contrárias à Palavra de Deus. Querem incluir tudo. Mas não é assim que Deus fala. Não o Deus que tem o Paraíso preparado para aqueles que se arrependeram, confessaram os pecados e aceitaram Jesus como único e suficiente Salvador.

PORTANTO estejam bem atentos: A Igreja de Jesus é INCLUSIVA SIM, no que diz respeito ao fato de Deus estar de braços abertos e pronto a perdoar a TODOS que se arrependam dos seus pecados e os abandone por amor a esse Deus Maravilhoso que deu o seu único Filho para nos salvar. E como fruto de amor, obedecer em tudo a Ele, de acordo com o que Ele fala em sua Palavra a Bíblia Sagrada.

MAS A IGREJA DE JESUS NÃO é INCLUSIVA NO SENTIDO DE COMPROMETER O QUE A BÍBLIA NOS ENSINA.

Vemos que nosso Deus é muito organizado e as coisas de Deus têm que ser assim.

Ele sempre determina o que podemos fazer e o que nao podemos fazer.

Ele sempre fez isso. Quando Deus atribuiu tarefas a Adao e Eva Ele falou tudo que eles poderiam fazer e uma coisa que nao poderiam. Assim, Ele estava determinando os parametros da organização da humanidade.

No livro de Atos vemos a organização da Noiva do Cordeiro, comprada por um preço altíssmo pelo noivo, Jesus Cristo, que deu seu próprio sangue por ela, tanto que é o Seu Amor.

Quando falamos em noivos, falamos em casamento e logo pensamos em planejamento, organização, detalhes bem cuidados, harmonia, para que tudo sai da melhor maneira possível.

Na união da Igreja com o Noivo, Jesus, é também como todo casamento.

Há muita coisa que planejar para tudo dar certo e para SEMPRE. Estamos falando aqui de ETERNIDADE.

A Igreja está sendo preparada como noiva para o tão esperando encontro com o Noivo Jesus que se dará em breve. Maranata! Ora vem Senhor Jesus! Amém!

Que o Senhor a todos abençoe é a minha oração!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Apocalipse 9.1-12 - A Quinta Trombeta

V 1 Os antigos relacionavam as estrelas com anjos. Aqui a estrela é personificada, se torna um anjo maligno executando um ato com a permissão de Deus (Estrela-Anjo). Ela/ele não tinha a chave do poço do abismo, a chave foi-lhe dada para essa ocasião.
V 2 Na concepção teológica antiga, o Universo era formado por três andares. O abismo (uma fenda ou abertura) estava localizado no mundo subterrâneo. Ele era o local de habitação provisória dos demônios e espíritos decaídos; uma espécie de reservatório do mal. Parece que era um poço com uma única porta ou tampa no alto. quando a tampa era removida, a fumaça saía em borbotões, obscurecendo o sol e enchendo ou contaminando o ar (esse abismo não é o Inferno de Apocalipse 11.7, 17;8 e 20.1 e 3).
V 3 - 5 As Locustas Demoníacas (gafanhotos) têm uma tradição literária (Êxodo 10.12-20) e foi o assunto de uma das descrições mais vívidas dos registros antigos (Joel capítulos 1 e 2). João achava que os perseguidores do Cristianismo mereciam e iriam receber tal tratamento, isto é, serem mordidos pelos ganfanhotos, cujas mordidas eram semelhantes as dos escorpiões, muito dolorosas e até fatais, dependendo do local e do mês do ano.
No entanto, a essência da mensagem é mostrar o tormento dos incrédulos. O tormento duraria cinco meses (tempo de vida de um gafanhoto). Durante cinco meses apenas, Deus mostra que está dando uma oportunidade para o arrependimento.
Os gafanhotos não atacam os cristãos pois estão marcados ou selados. Vemos agora que os 144 mil são o povo de Deus na Terra, sem distinção de nacionalidade. Esta insenção sugere que o sofrimento é espiritual pois fisicamente os cristãos não foram poupados.
Os cristãos e não-cristãos estão sujeitos as mesmas calamidades, catástrofes, acidentes, assaltos, roubos, sequestros, doenças, inflação, desemprego. Há alguns que não aceitam isso e dizem que aqueles que são atingidos não têm fé em Deus ou fizeram algo errado aos olhos de Deus e, por isso, estão sendo punidos. Chegam a dizer: "Eu não aceito, Senhor..."
A morte física é sofrida por todos, porém a espiritual, só os não-crentes (aqueles que não confessram seus pecados a Jesus e não aceitaram o sacrifício dele como Salvador) a sofrem; justificando assim o que está escrito em Romanos 6.23 "Porque o salário do pecado é a morte..."
V 6 O sofrimento (consciência culpada) é tão grande qe os incrédulos procuram escapar pela morte, mas é lhes negado este alívio. Que aflição, que sofrimento, que desespero, que agonia a pessoa querer morrer para se livrar da dor (consciência pesada) e não poder.
O objetivo do Apocalipse era encorajar os cristãos para que continuassem firmes na fé, pois o Império Romano ia cair e a causa de Cristo seria vitoriosa. Isso já acontece, porém as profecias relacionadas ao Julgamento Final ou Dia do Juízo ainda não se cumpriram. Por isso mesmo precisamos pregar o Evangelho, chamar, exortar, ensinar, cantar, dizimar, ofertar, escrever, ler, testemunhar; para que mais pessoas escapem da morte espiritual, através de Jesus Cristo, e assim, estarão livres daquele estado de querer morrer e não poder.
V. 7 - 12 Os gafanhotos guerreiros e coroados (simbolizam autoridade), inteligentes (rosto de homem), cabelos compridos (soldados partos), dentes leoninos (apetite insaciável), escudos protetores (couraças escamadas) e ruidosos (carruagem de guerra correndo para a batalha - Joel 2.5).
O ataque é comandado por um rei (Provérbios 30.27), Abadom ou Apoliom (Destruidor ou Destruição).

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Apocalipse 8:1-13 - A Abertura do Sétimo Selo

Com a abertura do Sétimo Selo, termina o desenrolamento de todo o Rolo do Destino e apresenta um desvendamento completo. Fez-se um agoureiro silêncio quase por meia hora. Essa demora simboliza um retardamento do Juízo ou pode também simbolizar dramaticidade e suspense. As hostes celestias permanecem em silêncio, tudo para, querendo ver ansiosamente o fim.

Os Sete Anjos são especiais e conhecidos pelos leitores. A literatura da época chama-os de "Anjos da Presença" conforme vemos nos Livros Apócrifos e canônicos (Tobias 12.15 - I Enoque 81.5 e 20.1-8 - Isaías 63.9 e Lucas 1.19 (Gabriel estava entre eles).

A trombeta é o instrumento preferido dos Livros Apocalípticos para chamar a atenção do homem para Deus (Juízes 6.1-22 - I Crônicas 15.24 - I Reis 1.34,39 - Zacarias 9.14 - Mateus 24.31 - I Coríntios 15.52 - I Tessalonicenses 4.16). Ela era usada frequentemente para reunir os exércitos e para dar ordens. As hostes celestias continuavam em silêncio reverente, em suspense e em oração.

VV 3 a 5 Em Ap. 6.10 os mártires pediam justiça e agoar vemos a resposta de Deus. Deus sempre responde as nossas petições. Às vezes a resposta não é a que esperamos, aquela que gostaríamos, mas com certeza é a melhor. Ela pode ser: sim, não e espere. É comum a expressão no meio cristão "aquela oração não passou do teto"; significando que Deus não ouviu ou não vai atender. Pois bem, Deus ouve todas as nossas orações e as responde na hora, porém de acordo com a vontade dEle. E é sempre bom lembra que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita. (Romanos 12.2).

O incensário de ouro era uma concha ou pá usada para pegar brasas acesas. O incenso tinha uma longa história na adoração. Era usado para chamar a atenção da divindade. O fumo expressava o oferecimento das orações dos santos (cristãos) a Deus.

O anjo colocou o incensário no seu lugar, pegou novamente e encheu com brasas vivas que haviam sido misturadas com as orações.

O fogo é uma figura de julgamento aqui; as orações são ouvidas no Céu e voltam à Terra em forma de julgamento contra os perseguidores dos cristãos.

Os trovões, relâmpagos e o terremoto são avisos de uma grande visita destruidora; é um prelúdio das sete trombetas que vão ser tocadas.

VV 6 e 7 Quando os 4 anjos tocarem as suas trombetas, males terríveis cairão sobre a Terra, causando uma destruição parcial. Os males causados pela primeira trombeta são descrições de calamidades naturais como um agente de destruição contra Roma, a inimiga do Cristianismo. E uma das causas principais da ruina do Império Romano foi de fato uma série de calamidades naturais que levaram o Império ao colapso, tais como: terremoto, erupções vulcânicas e enchentes. A terrível série de "ais" que prenunciavam o fim estava começando.

VV 8 e 9 Saraiva e fogo da primeira trombeta associada com a segunda causaram uma tremenda tempestade (Joel 2.30 e At 2.19)

Em 79 d.C. houve uma erupção vulcânica (vulcão Vesúvio) que destruiu as cidades italianas de Herculano e Pompéia, causando grandes danos em todo o território. É bem provável que este verso 8 tenha feitos todos lembrarem do poder de Deus.

VV 10 e 11 Absitno significa amargura. O amargor e a população causou a morte de muitos homens que beberam das águas (embora o absinto não seja venenoso). A praga afeta a água doce de modo muito sério, porém a limitação das águas (a terça parte) sugere que ainda há tempo para o arrependimento).

V 12 Um terço do dia ficou em trevas e um terço da noite ficou sem luz. Lendo os textos bíblicos de Êxodo 10.21 a 23 - Joel 2.2 e Marcos 13.24, vemos que há uma analogia entre as três primeiras pragas do nosso texto em estudo.

V 13 As 4 primeiras pragas foram sérias porém muito menos do que as que virão. As águias são aves de rapina. Os escritores apocalípticos as usaram em suas figuras de castigo divino (Ezequiel 1.10, 10.14 - Daniel 7.4 e II Baruque 77.19).

Um suspense terrificante é criado com o grito da águia. O ritmo aumenta de tragédia para desastre, de dano para tortura e morte.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Apocalipse 7.1-17 - A Selagem e a Glória dos Cristãos


No capítulo anterior, vimos o Cordeiro abrindo os Seis Selos retratando a destruição dos inimigos de Cristo. De acordo com o nosso raciocínio, o Sétimo selo deveria ser aberto a seguir neste capítulo 7, porém isso não aconteceu, houve um parênteses explicativo para responder uma pergunta que já estava na nossa cabeça: o que acontecerá com os cristãos enquanto estiver em andamento esta obra destruidora? Escaparão ou serão vitimados também?

Então, esse parênteses explica como Deus providenciou a proteção dos cristãos quando for aberto o Sétimo Selo. As forças destruidoras ficarão como que reprimidas até que os santos (cristãos) sejam selados para a proteção e eterna glória. Deus responde também a pergunta de Apocalipse 6.17 "Quem poderá subsistir?"

V1 Ratificando o modo de pensar do homem primitivo com relação à Terra, João viu 4 anjos controlando a intensidade do vento nos quatro cantos da Terra, isto é, controlando o vento em toda a Terra.

Os 4 ventos são novos símbolos dos 4 cavaleiros do capítulo 6 montados nos cavalos branco, vermelho, preto e amarelo (Zacarias 6.1-8).

Os ventos trazem chuvas mas trazem também pragas de locustas prejudiciais à lavoura.

Os ventos aqui simbolizam poderes malignos, de prontidão, mas restritos, pois são impedidos de danificar a Terra, o mar e as árvores (que são mais vulneráveis aos ventos).

VV 2 e 3 - Um quinto anjo surgiu do Leste ( a fonte da luz para iluminar as trevas, fonte de bênção e esperança - Ezequiel 43.2 e Malaquias 4.2).

O anjo trazia o selo de Deus (o ferro de marcar do Deus vivo), provavelmente como um anel de sinete (lacre, carimbo) como os reis usavam (Gênesis 41.42 e Daniel 6.17). O anjo exercia autoridade sobre os outros Quatro Anjos, pois ordenou que retivessem os ventos destruidores até que os servos de Deus fossem selados ou marcados em suas frontes (testas) e assim se tornassem imunes aos males vindouros por intermédio dos Quatro Cavaleiros. (Paulo usa o Espírito Santo como Selo de Deus em nossas vidas, nos dando segurança, identificação e autenticação - II Coríntios 1.22 e 4.30).

VV 4 a 8 - O número 144.000 é o resultado da multiplicação do quadrado de 12 por mil ( 12 x 12 x 1000 = 144.000). Ou 12.000 de cada tribo (12.000 x 12 = 144.000).

O número 144.000 significa um grande número de pessoas, o número da plenitude pois o 12 é o resultado de 3 x 4 ( o número da Perfeição Divina x o número do Mundo Perfeito).

Conforme vimos anteriormente, o 12 simboliza a religião organizada no mundo: 12 tribos de Israel, 12 Apóstolos, as 12 portas da Cidade Santa.

Alguns seguimentos religiosos afirmam que apenas 144.000 pessoas vão se salvar, no entanto, não é assim como pensam. Os 144.000 simbolizam todos aqueles que aceitaram, aceitam e aceitarão a Jesus Cristo como o seu Único e Suficiente Salvador.

A tribo de Judá é mencionada em primeiro lugar porque Cristo é o Leão de Judá e a tribo de Dã é omitida porque uma tradição dizia que o anticristo viria de Dã. A outra hípotese para a omissão da tribo de Dã é o pecado de idolatria cometido por essa tribo "E os filhos de Dã levantaram para si aquela imagem de escultura; e Jônatas, filho de Gérson, o filho de Manassés, ele e seus filhos foram sacerdotes da tribo dos danitas, até ao dia do cativeiro da terra." Juizes 18.30.

VV 9 e 10 Alguns estudiosos defendem que os 144.000 simbolizavam os cristãos que estavam ainda vivos quando o Apocalipse foi escrito e que esta multidão do versículo 9 simbolizava os cristãos já mortos (muitos martirizados). Preferimos acompanhar outros estudiosos que dizem que a multidão era incontável e os 144.00 estavam incluídos. Esta visão é uma primeira apresentação do estado celestial final de todos os crentes. A multidão era cosmopolita (oriunda de todas as nações, confirmando assim a universalidade do Evangelho.

A multidão está próxima de Deus e de Cristo, o que só era permitido antes somente a seres celestiais. A multidão faz jus a isso porque morreram pelo e no Senhor. Não há vitória maior do que estar na presença de Deus.

A multidão está trajando compridas vestes brancas, que significam a sua pureza e vitória com Cristo prometeu aos cristãos de Sardes em Apocalipse 3:5 e a promessa foi cumprida.
A multidão usa palmas nas mãos, outro emblema de vitória. Ramos de palmeiras eram usados durante a Festa dos Tabernáculos ou Festa da Colheita que durava sete dias. Durante a festa o povo habitava em tendas feitas de ramos (Levítico 23.42).

O povo usou ramos de palmeiras para comemorar a Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém (João 12.12-19, Mateus 21.1-11, Marcos 11.1-10 e Lucas 19.29-38). Ali começou a caminhada vitoriosa de Jesus para nos tirar das garras de Satanás para onde Adão e Eva nos empurraram. Jesus fez a Sua parte, só falta você tomar a decisão de segui-lO para que possa estar e ser um dos componentes daquela multidão do verso 9 do texto em estudo.

Os ramos de palmeiras usados pelos vitoriosos celebravam não só a vitória deles mas também a vitória completa do Cordeiro.

A palavra salvação é usada como louvor a Deus e ao Cordeiro pela vitória que eles (os mártires) conseguiram, apesar das perseguições.

VV 11 e 12 - Os anjos formaram um círculo em volta do Trono de Deus, estando presente os anciãos e os Quatro Seres Viventes de Ap. 4.6 e 7: Homem, Leão, Touro e Águia. Eles responderam dizendo Amém ao grito da multidão quando disse "Salvação".

VV 13 a 17 - João relutou ou não sabia responder a identitidade e a origem da multidão e então o ancião explicou quem era bem como o seu destino. Aquela multidão atravessou as grandes dificuldades e tribulações antes do Fim como Jesus dissera em Marcos 13, Daniel dissera em 12.1 e João dissera em Apocalipse 2.10 e 3.10.

Os versos 16 e 17 nos mostram o destino da multidão através de sete declarações:

1 - Deus estenderá o Seu Tabernáculo sobre eles - presença e proteção de Deus (Isaías 4.6). Durante séculos o povo de Deus deseja estar com Ele. Nessa visão esse sonho se realizou (Ezequiel 37.27).
2 - Não terão fome.
3 - Não terão sede.
4 - Não serão atingidos pelo sol nem pelo calor (Isaías 49.10) A profecia de Isaías está se cumprindo na visão.
5 - O Cordeiro... os apascentará - simboliza proteção e segurança (Salmos 23 e João 10.14).
6 - Conduzirás às fontes das águas - cumprindo os anseios espirituais do povo de Deus (Salmos 23.2).
7- Deus enxugando dos olhos toda a lágrima - até aqui Deus permaneceu à parte, enquanto o Cordeiro era o Consolador; agora Deus é retratado nos termos mais ternos, acariciando os Seus filhos (Isaías 25.8).

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Apocalipse 6.1-17 - Abertura dos Primeiros Seis Selos.

O ato principal do Apocalipse começa com esta visão. Iniciamos o cumprimento daquilo que João disse em Ap. 1.1 ("... para mostar aos Seus servos as coisas que brevemente devem considerar..."). Por detrás de toda a história está Deus em Cristo abrindo o livro selado dos feitos de Deus com relação aos homens. O selo é um sinal de propriedade e só um representante oficial pode abrir um selo. Cristo é o representante oficial de Deus para fazê-lo.

VV 1 e 2 O cavalo branco simboliza a vitória, a conquista, o militarismo para subjugar o inimigo (cavalos brancos sempre eram montados pelos conquistadores em suas marchas triunfais. Até hoje os Batalhões de Cavalaria dos Exércitos preferem os cavalos brancos para os seus desfiles militares comemorativos).
O cavaleiro simboliza um soldado persa usando o arco. Os persas ou partos naturais da Pérsia ou Pártia (Irã) eram os inimigos fidagais dos romanos. A vitória estava próxima. Roma poderosa e má não ficaria de pé para sempre (como realmente caiu fragorosamente).

VV 3 e 4 O cavalo vermelhor com oseu cavaleiro simbolizava a guerra, pois ela é o meio de se chegar a vitória. Não há vitória sem guerra, como hão há guerra sem derramamento de sangue através da revolta e luta interna causando uma revolução (matar-se uns aos outros).


VV 5 e 6 O cavalo preto agourento simboliza a fome, e a balança simboliza a escassez de gêneros alimentícios. Um denário era o preço de um dia de serviço de um operário e se comprava 12 litros de trigo e 24 litros de cevada. Cada soldado recebia a ração equivalente a um litro de trigo por dia. Um queniz de trigo por um denário, significa que a fome exigiria que um homem trabalhasse o dia inteiro para conseguir comida apenas para ele próprio.
A cevada era mais barata, três quenizes de cevada por um denário, propiciaria comida suficiente para uma família pequena. Na época de guerra os gêneros dobram ou triplicam de preço e desaparecem dos mercados por causa da ganância dos negociantes.
Em 92 d.C o Imperador Domiciano proibiu o plantio de novas vinhas na Itália, e que, nas províncias, a metade delas fosse arrrancada, para dar lugar ao plantio de outros tipos de cereais. Por isso Jesus disse: "e não danifiqueis o azeite e o vinho" para que não haja falta. A fome sempre vem na esteira da guerra.

VV 7 e 8 Aberto o quarto selo surge em cena uma figura hedionda. Um cavalo amarelo, pálido, uma cor esquisita entre o branco e o preto, cor de cadáver carregando um cavaleiro chamado Morte, seguido por um companheiro horrível chamado inferno (hades).
A sua horrível missão era limitada a um quarto da Terra para matar através da fome, peste e feras. João já conhecia tais horrores deixados por uma guerra através de Ezequiel 14.21.
A morte aqui não é uma morte natural ou acidental, e sim um ai de sofrimento e morte lenta de pestilência e fome.
Hades é uma nebulosa ou uma nuvem, é a região dos mortos (o homem ao morrer não vai para o Céu nem vai para o Inferno. Ele fica em um local - um plano celestial esperando Cristo voltar para separar).
Pode ser interpretado também como o tumúlo (cova, cemitério).
Depois da guerra e da fome vem a morte por vários meios e um deles é a peste horripilante e cruel. Embora seja um julgamento parcial (um quarto da Terra) consegue porém deixar forte impressão de horror através deste cavalo que tem a cor dos cadáveres, cavalgados pela Morte que tem atrás de sim o Túmulo que vai ruidosamente recolhendo os corpos que mata.

Tudo que já foi apresentado até aqui:conquista, guerra, fome e morte são forças de que Deus dispõe para destruir os opressores de Seu povo. Que os cristãos, pois, criem coragem porque a Causa de Cristo, de modo algum, está perdida.
Cristo, através do Seu Apóstolo, pretende retratar o poderio de Roma no momento, bem como mostrar todos os oturos poderes militares de algumas outras nações que farão com que haja conquista, revolta, fome e morte para derrotar o Império Romano.

Assim, haverá a Vitória Final de Cristo e de Seus santos (cristãos genuínos), cujo triunfo é através do sofrimento redentor.


VV 9-11 Até aqui vimos os meios pelos quais Deus pode exercer Seu julgamento. Agora, veremos a razão desse julgamento, pois quando o Cordeiro abre o Quinto Selo, o simbolismo muda.
Uma crença popular judaica dizia que as almas dos justos ficavam debaixo de um altar celestial. E agora João confirma isso ao ver as almas dos que foram mortos por causa da Palavra de Deus, que não são outros senão os mártires da perseguição de Domiciano. A pergunta dos mártires é um clamor, um pedido de vingança.
Os mártires se mostram impacientes ao pedir vingança a Deus. O homem sempre se lamentando e clamando, sempre expressando o seu espírito impaciente, o seu egocentrismo e algum desapontamento em relação a Deus (Salmos 6.3 - Isaías 6.11 - Jeremias 47.6 - Daniel 12.6 - Zacarias 1.12).
Isso porém acontece porque o homem não procura acertar o seu relógio com o relógio de Deus.
O clamor dos mártires é uma lembrança condicional, respeitosa e sutil de que Ele poderia levantar-se e vingá-los naquele momento, referindo-se ao que os incrédulos fizeram com os cristãos. As vestes brancas simbolizam a vitória e pureza e se lhes diz que tenham paciência e esperem pelos seus irmãos para que todos se juntem naquele grande Dia da Vitória Final (Dia do Juízo).

VV 12 a 17 A abertura do Sexto Selo desencadeou um terremoto que levou todo o universo físico a tremer como se fosse despedaçar-se. Todos os homens da Terra fugiram procurando lugar para se esconder, e gritaram sob a ira de Deus.
Tais sinais cósmicos, precedendo o fim, são mencionados desde o Velho Testamento (Isaías 24.3 - Isaías 2.12,19 - Isaías 13.9,10 e Joel 2.10). E mais recentemente, Jesus também alertou (Marcos 13.8,24).

O terremoto abala toda a Terra assinalando o começo do fim. Escuridão total como um tecido de pêlos negros de cabra (cilício), símbolo da lamentação.
O aspecto da lua sugere condições atmosféricas inusitadas, que tornam a lua vermelha e anunciam destruição. As estrelas caindo como figos verdes é sinal do universo sendo abalado (Isaías 34.4).
O Céu desaparece como se estivesse sido cortado ao meio e enrolado como um rolo (Isaías 34.4). Em adição ou somando-se ao colapsto celestial, as montanhas e ilhas imóveis da Terra desmoronam.
Esses "ais" sobrevêm indiscriminadamente a todas as classes sociais de pessoas que são mencionadas em grupos, incluindo poderosos e fracos, ricos e pobres, reis, chefes militares, ricos, pobres, poderesos, escravos, livres, grandes e pequenos.

Eles se esconderam em cavernas e rochas pedindo que avalanches os escondam do Juízo de Deus (Oséias 10.8 e Lucas 23.30). Preferiram ser esmagados pelos montes e rochedos do que ser arrastados à presença de um Deus irado.

Esta visão do Sexto Selo simboliza o Juízo Final e o poder destruidor de Deus contra os que rejeitam a Ele e ao Seu Plano de Salvação. Mas ainda não é o Verdadeiro Juízo Final, é apenas um "ai" preliminar. O Juízo Final mesmo, veremos em Ap. 20.11-15.


A ira do Cordeiro é um paradoxo (contradição), pois os cordeiros são mansos, porém não podemos esquecer que o Cordeiro do Apocalipse é também o Leão de Judá, o Messias e a figura de julgamento. Os que estão sob julgamento sentem a fúria ocasionada pela sua condenação, mas eles conspiraram para a morte do Cordeiro e de Seus seguidores. Agora estão enfrentando o julgamento.

O pecado torna o pecador alienado (apartado de Deus), inimigo de Deus e assim, ele não pode suportar a presença de Deus. Prefere ser soterrado pelos escombros do que enfrentar o Juízo Final diante de Deus. Se sente envergonhado, arrasado, sufocado.


Os homens pecadores inveterados procuram mascarar a realidade com máscaras humans de engano. Quando Deus vier para julgar e rasgar essas camuflagens, o homem sentirá o horror e o arrependimento (tardio) de ter rejeitado a Cristo.
Quem poderá subsistir: Presume-se que ninguém poderá. Mas João sabe que o povo de Deus poderá suportar o julgamento, conforme veremos no próximo capítulo.

Para meditar:

  • "O Senhor resgata a alma dos Seus servos, e nenhum dos que nEle confiam será condenado." (Salmos 34.22).
  • "Vale mais o pouco que tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios." (Salmos 37.16)

segunda-feira, 23 de março de 2009

O Rolo dos Setes Selos - Ap. 5.1-14


O capítulo 5 trata do amor de Deus como Redentor da humanidade, redimindo-a do pecado.


V1 Repentinamente todas as atenções são voltadas para um livro em forma de rolo na mão direita de Deus. Só Ele sabe o conteúdo do mesmo. Escrito por dentro e por fora (os julgamentos contidos nele são tantos que não sobrou espaço dentro dele) como em Ezequiel 2.10 e selado com 7 selos impressos em cera na atadura com que era amarrado para garantir o sigilo.

O livro revela o plano redentor de Deus, que é prefigurado no Velho Testamento e, como tal, contém o destino do mundo. Os cristãos sentem o coração pular dentro do peito, ansiosos; vendo que o livro vai ser aberto e pensando já no que vão ouvir. A expectativa é realmente muito grande.

Assim vai ser no dia do Juízo Final, quando Jesus voltar com o Livro da Vida na mão e todos nós esperando ser chamados para vivermos com Ele para sempre. Quem não for chamado, irá morar com o diabo no inferno para sempre.

Gostaria que os leitores pedissem a Jesus que escrevesse os seus nomes no Livro para que possamos juntos ir ao Céu e viver a lado dEle eternamente. Para isso, confessem seus pecados, arrependam-se e O aceitem como único e suficiente Salvador.

VV2,3 O anjo tinha que ser forte para que tivesse uma grande voz para ser ouvida por todo o Céu e a Terra. Para causar suspense, ele pergunta quem é digno de abrir o livro. Os cristãos continuam ansiosos para saber a respeito dos acontecimentos futuros. Mas ninguém respondeu, ninguém se apresentou como digno para abrir o livro.

V 4 João chorava de tristeza, pensando no destino da Igreja Cristã Universal, representada pelas Sete Igreja da Ásia Menor, as quais receberam as Cartas de Jesus. O choro irreprimível de João é devido ao seu desapontamento porque ele sabia que a promessa de Ap 4.1 não poderia se cumprir enquanto os selos nao fossem abertos.

V 5 De repente, João parou de chorar porque o Leão da tribo de Judá se apresentou como digno de abrir o livro e revelar o propósito de Deus para os homens, que é Jesus.

V 6 João olhou para ver o Leão da tribo de Judá (cada tribo de Israel tinha um símbolo como têm os clubes esportivos e militares. O símbolo da tribo de Judá era um leão - Gênesis 49.8-12) mas viu um Cordeiro. Assim como as figuras mudam de forma nos nossos sonhos, elas mudaram na visão de João, um Leão rapidamente transformou-se em um Cordeiro (será que o ancião viu mesmo um Leão ou apenas se referiu a Ele?). Seja lá como for, ambos os animais simbolizam Jesus Cristo. O Leão (não esqueça que Jesus é descendente da tribo de Judá) representa poder absoluto e o Cordeiro representa religiosidade e bondade absoluta.

Apesar do Seu poder, Ele foi morto em favor do homem, mas está vivo com todo o Seu poder simbolizado pelos sete chifres e está apto a destruir toda e qualquer oposição que fazem ao Seu Reino, pois Ele está vendo tudo com os sete olhos que simbolizam o Espírito Santo presente entre nós até a consumação dos séculos ou a vinda de Jesus.

V 7 Cristo, o Cordeiro estava em pé no meio dos anciãos, embora Sua presença não tivesse sido notada ou mencionada anteriormente, mais perto do Trono do que os seres viventes. Veio e recebeu o livro das mãos de Deus.

VV 8 a 10 Logo que o Cordeiro de Deus tomou o livro, os assistentes permanentes na sala do Trono de Deus entraram em adoração mostrando que Cristo merece a mesma espécie de adoração tributada a Deus. As harpas eram liras ou cítaras usadas costumeiramente na adoração (Salmos 32.2). As taças de ouro cheias de incenso, comuns na adoração judaica, são descritas como cheias das orações dos santos (os judeus achavam que a fumaça do incenso levava até Deus as petições dos fiéis. Hoje nós sabemos que não há necessidade de fumaça alguma para Deus ouvir e atender as nossas orações ou petições. Todavia, ainda há relgiões que usam tal prática.

Novo cânticos ou cânticos novos expressão gratidão por novos atos de misericórida de Deus, e a notícia de que o Cordeiro ia abrir os selos, era um ato misericordioso de Deus.

A aclamação feita a Cristo se refere ou faz jus a três realizações feitas por Ele:
  • 1 - Ele foi morto - refere-se à morte vitoriosa de Cristo na cruz para nos salvar.
  • 2 - Ele comprou - Cristo comprou com o Seu sangue homens de todas as tribos (nações) para Deus.
  • 3 - Ele fez sacedotes - Cristo fez dos homens resgatados do pecado um reino de sacerdotes para Deus. Todos os crentes são sacerdotes para Deus e uns para os outros. "Eles reinarão" indica que será no futuro a vitória completa dos sacerdotes com a vinda de Jesus. Entretanto, os sacerdotes (crentes em Jesus Cristo) começam a reinar desde o momento da conversão quando passam a viver e sofrer como Ele viveu e sofreu. Os crentes reinarão, prevalecerão, triunfarão e exercerão seu poder sobre os outros (para isso temos que pregar, testemunhar, exortar, nos santificar, nos capacitar e amar o próximo com a nós mesmos, sentindo compaixão pelas almas perdidas.)
VV 11 e 12 Milhões de anjos (simbolizam um número infinito - Daniel 7.10) louvam a Deus e ao Cordeiro de Deus. Glória, honra, poder, riqueza, sabedoria, força, ação de graças simbolizam a plenitude do louvor.

VV 13 e 14 Todas as criaturas se unem para louvar a Deus e ao Cordeiro (Jesus) por sua vitória, através de cânticos. A sinfonia começou com o louvor dos anciãos e criaturas que permanecem na sala do Trono de Deus e milhões de anjos se juntam ao cântico. Dramaticamente o louvor termina com os quatro seres viventes dizendo "Amém!", assim seja e os anciãos prostaram e adoraram.

As visões dos capítulos 4 e 5 retratam a majestade de Deus e de Cristo de forma que a pompa do imperador romano não representa nada em relação a Deus e ao Cordeiro no que tange à riqueza, poder, glória, sabedoria, força.

Assim sendo, os cristãos não devem se acovardar diante do poder temporário de líderes políticos, pois a cena trouxe alento, coragem e esperança para todos eles perseguidos da Ásia Menor e de todos os quadrantes da Terra daquela época e de todos os tempos.
Com fé e confiança no poder de Deus mostrado no capítulo 4 e no Seu amor redentor mostrado no capítulo 5, o cristão não deve temer inimigo algum pois "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Romanos 8.31). Amém!