quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Carta de Jesus à Igreja de Sardo (Sardes) - Ap. 3.1-6


Sardes estava localizada a 48 km de Tiatira. Durante o Império Grego, a cidade fora muito mais importante no aspecto comercial e industrial. Agora, isto é, quando o Apocalipse foi escrito, tinha pouca influência. Mas nunca deixou de se orgulhar do seu passado histórico, era arrogante e achava que se bastava a si mesma. Sua indústria principal era a lã e o templo mais importante era o de Cibele (deus pagão dos romanos).

V1. Cristo se identifica (Sete Espíritos) anunciando o Seu poder e autoridade sobre as Igrejas (o Anjo ou Pastor). Cristo não elogia a Igreja, pelo contrário, a repreende duramente ao dizer que ela parece viva mas está morta. Exteriormente ela mostrava grande atividade, porém internamente não tinha espiritualidade alguma. Talvez uma apatia, proveniente da luxúria e da grandeza, tenha levado aquela igreja à morte.

V.2 "Acorda para a realidade e ajunta as brasas para reacender o fogo pois as tuas obras não estão de acordo com o padrão exigido por Deus." Havia umas poucas coisas que ainda viviam, estavam à beira da morte, mas ainda poderiam ser salvas mediante pronta intervenção.

V. 3 - "Arrependen-te e procuras guardar o Evangelho puro que recebestes para serem aprovados no Dia do Juízo quando Eu voltar inesperadamente para julgar todas as nações." Jesus está dizendo para a Igreja evitar o desastre espiritual, lembrando o verdadeiro conteúdo da religião como dantes a recebeu e retornar aos primeiros rudimentos e práticas.

Vs. 4-6 Algumas pessoas continuaram leais, puras e portanto vitoriosas. Só o que vencer terá direito a tríplice recompensa: vestes brancas de vitória, o nome do Livro da vida e a confissão de Jesus diante de Deus. A confissão de Jesus diante do Pai está escrita em Mateus 10.32 e Lucas 12.8 porém para que Ele faça isso diante de Deus e dos anjos, os cristãos têm que testeficar fielmente de Cristo aqui na Terra.
Quanto ao Livro da Vida, precisamos fazer algumas considerações a respeito dele. Em Êxodo 32.32 e 33 vemos Moisés pedindo a Deus para não riscar o nome dele do Livro e Deus responde que todo aquele que pecar contra Ele será riscado do Livro.

Em Daniel 12.1 está escrito que "naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no Livro".

Em Apocalipse 21.27 está escrito que só entrará na Cidade Santa os que estiverem escritos no Livro da Vida do Cordeiro.

Aqui no verso 5 do texto em pauta, Jesus diz que o que vencer não terá o seu nome riscado do Livro da Vida.

João acreditava que os nomes foram escritos no Livro desde a fundação do mundo (Ap 17.8). Porém tal predestinação dependia da fé e da fidelidade do homem conforme Cristo está dizendo que poderia apagar ou riscar o nome do Livro. João estava dizendo que o crente tem que depender de Cristo para se salvar.

Vamos falar agora sobre três pontos que precisam ser esclarecidos convenientemente:


1) Os nomes dos salvos foram escritos no Livro da vida desde a fundação do mundo?
2) Os nomes dos salvos são escritos no Livro da vida por ocasião da conversão?
3) Os nomes dos salvos são apagados ou riscados do Livro da Vida se renegarem a fé?

Alguns estudiosos dizem que de fato o nome pode ser apagado ou riscado do Livro da Vida por Cristo, caso a pessoa negue ou renegue a fé cristã e volte ao mundo. E não lhe será dada outra oportunidade, mesmo havendo arrependimento.

Outros concordam com os primeiros, discordam todavia no que diz respeito à oportunidade. Para estes, havendo arrependimento, há perdão.

Outros ainda afirmam que o nome é realmente escrito no Livro da Vida por ocasião da conversão e eu concordo plenamente com estes últimos e também com os segundos com relação ao arrependimento e perdão.

Deus não predestinou o homem para se salvar. Na Sua presciência Ele já sabia quem se salvaria pois para Deus só há um tempo único, total e completo. É por isso que João diz que os nomes dos salvos foram escritos no Livro da vida desde a fundação do mundo.

Havendo conversão verdadeira, o homem jamais voltará à prática do mundo do pecado e assim o seu nome jamais será riscado do Livro. O que volta a praticar o pecado com satisfação e alegria (ainda que mascaradas), nunca se converteu. Esse não perde a salvação, pois não se perde uma coisa que nunca tivera.

"Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; e aquele que confessa o Filho, tem também o Pai." I João 2.23

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Carta de Jesus à Igreja de Tiatira - Ap 2.18-29

A cidade de Tiatira ficava a 74km de Pérgamo. Embora não houvesse um templo exclusivo para se adorar o Imperador Romano, havia, entretanto, outros templos pagãos. A cidade produzia uma tintura de púrpura, de preço elevado e muito procurada pelos fabricantes de tecidos. Esse corante era tão caro que muitas vezes ultrapassava o preço do ouro.(Cabe aqui lembrar de Lídia, que era vendedora dessa tintura, conforme Atos 16.14 e 15).

Não se sabe com exatidão quem fundou o trabalho cristão em Tiatira, supõe-se porém que tenha sido o Apóstolo Paulo através dos seus discípulos quando foram espalhados por toda a Ásia Menor, estando ele sediado em Éfeso. (Atos 19.10).

V. 18 Cristo se identifica como o autor e signatário da Carta e identifica também o destinatário. Sabemos que os olhos de fogo simbolizam o conhecimento profundo que Jesus tem do homem através da Sua onisciência e sabemos também que os Seus pés reluzentes simbolizam fortaleza e resistência.

V. 19 Jesus elogia o amor da Igreja para com a causa cristã. A fé expressa pela fidelidade ao Cristianismo. O serviço é simbolizado pelo ministério da Igreja em prol dos irmãos (suprindo as necessidades deles). A paciência é simbolizada pela perseverança. O trabalho ou obras é simbolizado pela santificação e edificação espiritual da Igreja.

V. 20 Jesus critica a Igreja por ser tolerante em demasia com relação a profetisa Jezabel, ela estava induzindo os membros da Igreja ao pecado, isto é, induzindo-os a participar de rituais pagãos e à fornicação.

Jezabel dizia que não era pecado os cristãos participarem de eventos sociais e religiosos para que pudessem fazer parte de associações comerciais e assim prosperar materialmente. (Há nos dias atuais muitas pessoas iguais a Jezabel no seio da Igreja Cristã tentando desviar os filhos de Deus do seu caminho e fora da Igreja nem se fala, principalmente os nossos familiares que não são conformam com a nossa conversão e usam todos os artifícios para nos tirar dos braços do Senhor).

Há várias hipóteses com relação à existência ou não dessa mulher pitonisa Jezabel. Alguns estudiosos dizem que não existia tal mulher em Tiatira. Jezabel simplesmente simboliza as heresias introduzidas na Igreja por alguns dos seus membros.

Outros dizem que o nome Jezabel se refere a uma mulher pervertida que dizia haver recebido de Deus alguma revelação mística especial. (Gostaria de alertar os irmãos para terem muito cuidado com certas pessoas que andam recebendo revelações falsas e comprometendo a honra, o casamento, o noivado, a amizade, o emprego, a vida de muitas pessoas.)

Outros ainda afirmam que Jezabel se refere a esposa do Bispo (pastor) da Igreja. Finalmente um outro grupo de exegetas (intérpretes) dizem que Jesus fez apenas um paralelo entre a Jezabel do Antigo Testamento (mulher do rei Acabe de Israel, que fez com que seu marido introduzisse em Israel o culto a Baal, deus pagão dos moabitas I Reis 16.29-34) e a Jezabel simbólica.

Vs. 21-23 "Jezabel" foi repreendida anteriormente, porém não se arrependeu e a Igreja não tomou as providências cabíveis.
O castigo que será imposto a Jezabel e aos seus seguidores, caso não se arrependam, deve ser entendido no sentido espiritual e não no sentido físico.

V. 24 Jesus prometeu aos que não foram afetados pela heresia nicolaita não sobrecarregá-los com obrigações espirituais maiores do que que já têm a respeito do conhecimento de Deus (I Coríntios 2.10 e Romanos 11.33).

O que está na Bíblia é mais do que suficiente para levar o Homem à salvação e santificação. Não há necessidade de outros conhecimentos adicionais estranhos à Palavra de Deus. Cuidado com esse pessoal que anda de porta em porta vendendo literatura estranha à Bíblia Sagrada. Se a literatura fala sobre a Bíblia, não compre! Porque você já tem tudo na sua Bíblia e se não fala sobre a Bíblia, não compre e nem aceite de graça. Fuja dela que é nociva.

O cristão precisa conhecer outros tipos de literatura, porém literaturas científicas, no sentido de ficar ciente, tomar conhecimento. No entanto, a literatura para o espírito ele já possui. A Bíblia é suficiente por si mesma, pois é a Palavra de Deus, viva e eficaz. Não está incompleta que necessite de outros livros para complementá-la. Deus fala na medida certa. Se há coisas que não compreendemos em determinado momento de nossas vidas é porque Deus é misericordioso e nos poupa por amor. Ele dá a compreensão de acordo com a nossa busca sincera e de acordo com a carga que podemos aguentar em nossa mente e coração. O pecado nos fragilizou e não podemos entender muitas coisas ainda nesse corpo perecível. Para isso teremos a eternidade, com corpos transformados, para entendermos os mistérios do Senhor.

Os gnósticos pregavam que os cristãos podiam conhecer "as profundezas de Satanás", isto é, podiam tomar parte em práticas pagãs (exteriormente) e permanecer imunes ao pecado (interiormente) e mostrar assim a sua superioridade sobre elas.

Os nicolaitas ensinavam que as obras da carne não contaminavam o espírito. Mas não é isso que a Bíblia diz:

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?

E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?

E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.

Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor;E não toqueis nada imundo,E eu vos receberei;

E eu serei para vós Pai,E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso.” II Cor. 6.14-18

Cristo adverte a Igreja para reter a fé cristã que já foi estabelecida, para reter a sã doutrina.

V. 25 Cristo promete aos Seus seguidores autoridade sobre as nações; significando que os cristãos iriam participar do Seu Reino, reinando com Ele (Salmos 2.8).

V. 27 A promessa continua dizendo que os seguidores do Messias regerão (pastorearão) as nações com o cajado pesado, feito de carvalho para o Pastor com o formato de um cetro e de uma arma ponteaguda para a defesa (Salmos 2.9).

Despedaçar ou quebrar vasos de oleiro significa poder universal (a referência a quebra de vasos vem dos reis egípcios e caldeus nos seus rituais de coroação. Eles escreviam os nomes das nações e reis inimigos nos vasos e no dia da coroação quebravam os vasos em público para mostrar poder e força real).

Quebrar vasos de barro com vara de ferro significa para os cristãos que eles vão compartilhar do reinado de Cristo, reinando com Ele quando Ele receber o poder e a autoridade do Pai.

VV 28-29 - Quem se mantiver firme, convicto, perseverante, obediente, atuante e fiel receberá ou conhecerá a Jesus plenamente que é a verdadeira Estrela da Manhã (Ap. 22.16).

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Carta de Jesus à Igreja de Pérgamo – Ap 2.12-17

A Carta é endereçada ao pastor da igreja e Cristo é o autor, identificado como “Aquele que tem a espada aguda de dois gumes”.

Pérgamo era uma cidade ilustre da Mísia, localizada a 24 km da costa do mar Egeu, voltada para a riqueza e à moda. Era o centro mais importante de culto ao imperador romano no oriente por causa do grande templo dedicado à deusa Roma e a Augusto, erigido em 29 a.C. Havia também outros templos dedicados a Zeus, Átena, Dionísio e Esculápio. Podemos dizer que ali fica o quartel general do inferno ou concília (assembléia de prelados que tratava de assuntos dogmáticos, doutrinário e disciplinares) encarregada da religião do Estado e das ofertas de incenso diante da imagem do imperador.

Esculápio era o “deus da cura” e na cidade ficava a sede de uma ordem de sacerdotes médicos cujo símbolo era uma serpente (é por isso que o símbolo da medicina é uma cobra). Cristo elogia a Igreja por sua fidelidade no meio de grandes provações, desde os tempos de Antipas (Antipas deve ter sido um dos pastores da igreja martirizado por ordem do imperador).

Jesus aqui se queixa da Igreja e a repreende porque estava omissa com relação a alguns membros ao permitir que permanecessem na membresia. Isso não pode acontecer, quem errar tem que ser chamado à responsabilidade. Caso se consertar diante de Deus, tudo bem. Se permanecer no erro, tem que ser excluído. Refiro-me às igrejas cristãs autênticas e cristalinas.

Balaão foi um profeta da Mesopotâmia (Babilônia), que foi subornado pelo rei dos moabitas, chamado Baraque. Em Números de 22 a 25 está toda a história de Balaão. Ele preferiu desfrutar dos lucros materiais em detrimento dos espirituais ao aconselhar Baraquel como seduzir Israel, fazendo-o cometer idolatria com Baal (deus pagão dos moabitas) e fornicação com as mulheres moabitas (Números 25.1-5).

Os nicolaitas estavam fazendo em Pérgamo o mesmo que os antigos hebreus fizeram em Moabe e por isso são comparados, por Jesus, a Balaão com sinônimo de falso profeta. Eles aconselhavam os irmãos que valia à pena cultuar o imperador e praticar a fornicação para se livrar das perseguições e dos confiscos.

Vemos uma exortação ao arrependimento, caso contrário, providências divinas seriam tomadas com a Espada.

Vemos também uma promessa dupla: maná e pedra branca. O maná representa o sustento espritual. Em Êxodo 16.32-34, Moisés ordenou que um pouco de maná fosse guardado na Arca da Aliança. Em 586 a.C quando o Templo de Jerusalém foi destruído pelos babilônios, criou-se uma lenda judaica que um anjo ou o profeta Jeremias escondera a Arca com o maná, que seria preservado até o Reino do Messias.

O simbolismo do maná foi substituído pela Árvore da Vida, porém ambos significam a mesma coisa, isto é, uma vida eterna sustentada por Deus.

Vamos ver agora o simbolismo da pedra branca. Pérgamo se ocupava do extrativismo de pedras brancas e as usava comercialmente até como dinheiro. Cada pedra tinha um valor e um nome escrito, um emprego, um significado.

Conferia-se uma pedra branca a um homem absolvido de um processo - todo cristão é absolvido por Deus em o nome de Jesus.

Conferia-se uma pedra branca a um atleta vencedor de corridas e de lutas que lhe permitia admissão à refeições grátis - o cristão que estiver com a sua pedra branca terá entrada franca no banquete celestial ao lado de Cristo.

Conferia-se uma pedra branca a um escravo liberto: o cristão não passa de um ex-escravo do pecado (e de Satanás) e agora está livre pelo sangue de Jesus.

Conferia-se uma pedra branca a um guerreiro vitorioso – o cristão é um soldado que está em batalha permanente contra o mal, no entanto, a guerra de muitas batalhas já foi ganha por Jesus na cruz. Portanto, o cristão, através do sacrifício de Jesus, já é vencedor.

Conferia-se uma pedra preta ao condenado. As pedras eram dadas pelos juízes que funcionavam como jurados de hoje em dia.

Enttendemos que a pedra branca simboliza a vitória final ou a admissão no Céu. Trata-se de uma promessa solene e sagrada feita a eles no desejo de incentivá-los à fidelidade.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Carta de Jesus à Igreja de Smirna – Ap 2.8-11

A cidade de Smirna foi fundada por Alexandre Magno na costa norte da cidade de Éfeso. O Evangelho chegou à cidade de Smirna por intermédio do Apóstolo Paulo quando esteve em Éfeso e distribuiu seus discípulos por toda a Ásia Menor.


Nesta Carta há elogio, exortação e promessas, pois Jesus não esconde as virtudes dos Seus seguidores, mas também não deixa de chamar atenção quando erram.


Em Smirna havia um templo pagão onde se cultuava Tiberias. Os imperadores romanos também eram considerados e cultuados como divinos pelos habitantes desde 195 a.C. Naquela cidade houve muitas perseguições aos cristãos por parte dos romanos. Inclusive um dos seus pastores, Policarpo, foi martirizado em uma fogueira. Policarpo preferiu morrer do que renegar o seu Senhor Jesus Cristo.


A tribulação pode ser identificada como a perseguição por parte da comunidade judaica apoiada pelos romanos. A pobreza se refere ao confisco dos bens dos cristãos ordenado pelo imperador Domiciano. Os cristãos estavam pobres de bens materiais, mas estavam ricos de fé., caráter, convicção, comunhão, salvação. Alguns judeus cederam a Domiciniano para escapar das perseguições e do confisco dos seus bens. Eles, inclusive, zombavam dos judeus-cristãos (seus patrícios) que perderam os seus bens e não se curvaram aos caprichos do imperador.


Os judeus foram separados dentre os povos para receberem o Salvador e pregar a mensagem da Salvação em Jesus Cristo. Falharam, matando-O na cruz e continuaram a perseguir a Sua Igreja.


Jesus está chamando a atenção dos judeus que estavam inseridos no seio da Igreja como cristãos e se acovardaram diante do imperador. Jesus chama-os de gente do Diabo ou Sinagoga de Satanás (Jesus não está se referindo a toda a Igreja, e sim aos judeus falsos e covardes). Pois o caminho natural dos judeus deveria ser o Cristianismo e não passar para o paganismo romano.


Dez dias significam uma perseguição total em todo o Império Romano, como de fato aconteceu (note o significado do número 10). Muitos cristãos foram mortos fiéis a Jesus Cristo. Em uma batalha sempre morre alguém, pois não vitória sem mortes de soldados. A segunda morte é a espiritual. O incrédulo sofre a primeira morte e se depara com a segunda na eternidade. O cristão sofre a primeira, no entanto não sofre a segunda, muito pelo contrário, vive eternamente ao lado do Senhor e Salvador Jesus Cristo.


"Quem tem ouvidos ouça..." Significa: cuidado com a apatia espiritual. Cuidado com a fraqueza espiritual, com o comodismo, com a preguiça, com a ociosidade, com os falsos profetas, com as falsas doutrinas, com os hipócritas, com os falsos cristãos.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Carta de Jesus à Igreja de Éfeso – Apc 2.1-7

Nas cartas, Jesus aponta os erros e os acertos das Igrejas. Suas observações e exortações são válidas para todas as Igrejas de todos os tempos espalhadas pelo mundo inteiro. São palavras duras endereçaas a todos os membro e principalmente aos pastores. Mas, há também promessas de vitória.


V. 1 – A cidade de Éfeso fora construída pelos gregos, mas agora estava dominada pelos romanos. Sua padroeira era a deusa pagã conhecida como Diana (Atos 19.35). O apóstolo Paulo exerceu o seu ministério por muito tempo lá (Atos 19.1-10). Com a morte de Paulo, o apóstolo João tornou-se líder respeitado naquela Igreja. Com a destruição de Jerusalém em 70 d. C pelos romanos, Éfeso tornou-se uma das maiores cidades cristãs daquela época. O autor das cartas é Jesus Cristo. João funciona como escriba (escritor). Jesus anda pelo meio das Igrejas com os pasores delas na Sua mão direita. Ele controla tudo. Ele está presente, observando, anotando, cuidando e comandando.


V.2 – Jesus elogia o trabalho cristão realizado pelos efésios cotidianamente à custa de sofrimento e dificuldae. As obras são os bons prestados, trabalho é o esforço e paciência é a persistência. Os maus são os falsos filósofos gnósticos que se aproximaram dos cristãos intitulando-se verdadeiros apóstolos e missionários A Igreja os colocou à prova, eles não pssaram no teste e foram rejeitados. Ninguém mais deu crédito aos seus ensinamentos, dentre os quais, um deles negava a humanidade de Jesus.


Os gnósticos (gnoticismo) vêm da palavra grega “gnose” que significa conhecimento, erudição, inteligência. Eles pregavam que a salvação vinha através do conhecimento e da sabedoria e não pela fé em Jesus. Tal filosofia falsa se propagou nos dois primeiros séculos do Cristianismo.

Apesar dos sofrimentos, perseguições, atribulações e influências nocivas, a Igreja não se deixou levar, continuou firme, continuou obediente, continuou convicta nos ensinamentos recebidos dos seus líderes que por lá passaram: Paulo, Apolo, Priscila, Áquila, Timóteo e o próprio João.


VV 4 e 5 – Depois dos elogios, vêm agora as reprimendas, as repreensões, as advertências e as exortações. A Igreja estava fracassando em um ponto. O pastor estava adotando uma atitude agressiva, contrariando o verdadeiro sentido cristão. E isso estava prejudicando a Igreja. Temos exemplos de Igrejas dantes abençoadas, muitas conversões, paz, compreensão e, de repente, vem o fracasso, exclusões, afastamentos, porfias, desentedimentos e confusões de todo o tipo; porque a Igreja perdeu o amor cristão.


Lembra-te de onde caíste é sinônimo de arrependimento através do reconhecimento do erro. Nunca é tarde para a pessoa ou pessoas se consertarem diante de Deus. Caso contrário, Ele pode apagar o candeeiro, tirar o direito de existir como Igreja.


VV 6, 7 – É provável que João tenha se esquecido de acrescentar mais este elogio nos versos 2 e 3, porém está fazendo agora. Nicolaitas eram seguidores de uma seita de cristãos-gentios das cidades de Éfeso e Pérgamo que rejeitaram o parecer da Assembléia de Jerusalém a respeito da carne sufocado, do sangue e da abstinência da fornicação (Atos 15.20). Seria bom que os leitores verificassem Atos 15.1-34.


Como pode uma pessoa se converter ao Cristianismo e continuar praticando tudo que fazia antes? A convers’ao é mudança de vida, de atitudes, de comportamento e ações.


Há uma exortação para que se preste atenção às palavras de Jesus e procure guardá-las para que o mal seja vencido e com isso o homem seja novamente levado a COMER DA ÁRVORE DA VIDA, isto é, promessa de VIDA ETERNA ao lado de Jesus no PARAÍSO.


A expressão: “Quem tem ouvidos” significa: Quem tiver percepção espiritual ouça o que o Espírito diz às Igrejas.

sábado, 3 de janeiro de 2009

ABENÇOADO ANO NOVO


Ao examinar o calendário essa manhã, vi que já estamos no dia 31 de dezembro de 2008. Último dia desse ano. Ao mesmo tempo que pensamentos de lástima por desperdíco de tempo precioso nos 366 dias do ano que se finda, sei que pensamentos de expectativa brotam com relação ao ano que se inicia.

“O que será que vem pela frente? Vou conseguir aquele emprego? Vou vender a casa? Vou comprar mais uma casa? Vou comprar meu primeiro carro? Vou comprar um terceiro carro? Vou casar? Vou ter filhos? Vou conseguir me formar?”

Esses são apenas alguns pensamentos que sei passam pela cabeça de muitas pessoas nessa noite de transição do velho para um novo ano.

Mas, como eu estou fazendo economia de minhas preocupações, porque não levam a lugar algum a não ser ao hospital com dores por todos os lados, comecei a filtrar o que realmente TENHO que me preocupar no ano novo...

Fui repensando uma a uma e descartando-as sem pena e sem piedade. Apenas uma deixei. Vou mantê-la e fazer tudo que precisar para alcançar esse objetivo: Compartilhar o caminho da salvação em Jesus Cristo com aqueles que ainda não O conhecem como Senhor de suas vidas.

E se for esse ano? E se for em 2009 a volta do Senhor? Quantos da minha família vão ficar de fora? Quantos dos meus amigos não vão participar das bodas do Cordeiro?


Quantos daqueles com quem eu trabalho todos os dias da semana não serão arrebatados?


Isso sim me preocupa. Mas, preocupação não é bom. Jesus disse para não nos preocuparmos com dia de amanhã e eu quero obedecer a Ele.

O que fazer, então? Claro! Vou tirar essas 3 letrinhas P - R – E.

Vou deixar apenas OCUPAÇÃO.

Sim, uma ocupação de todos os filhos de Deus que já experimentaram a alegria que não vai mais sair de dentro dos nossos corações: compartilhar essa alegria no ano de 2009, para que se o nosso Senhor chegar, nos achar fazendo assim. “Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar fazendo assim.” Lucas 12.43

Esse é o meu desejo para todos os meus irmãos em Cristo, que o compartilhar de sua fé em Jesus seja sua OCUPAÇÃO em 2009.

Para todos um abençoado Ano Novo!

“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.”

Salmos 37.5

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O Verdadeiro Sentido do Natal


César Augusto governou o Império Romano de 27 a.C a 14 d.C. Como sabemos, a sede do Império era Roma e de lá emanavam todas as ordens a serem cumpridas pelos povos subjugados, inclusive os judeus. Entre os anos de 6 e 4 a.C. o imperador ordenou um recenseamento, e todos deveriam ir a cidade de sua família, para darem seus nomes. Sendo José da família de Davi, teve que viajar até Belém com sua esposa Maria que estava grávida.


De acordo com o Profeta Miquéias, Belém seria a cidade de onde viria o Messias: “E tu Belém entre milhares de Judá, de ti sairá O que será Senhor em Israel...” Miquéias 5.2.


Cumprindo o tempo determinado, Jesus nasceu em um quarto de uma estalagem como está escrito em Gálatas 4.4: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei”.


Como o quarto estava cheio (o quarto era um tipo de ambiente com muitas camas para os hóspedes), o dono da estalagem ofereceu um espaço no estábulo, onde José e Maria poderiam ficar. José aceitou, pois Maria estava prestes a dar à Luz. No lugar não havia cama, rede ou berço.


Sendo assim, José colocou o bebê Jesus em um cocho, onde os animais comiam.


Nos campos da Comarca de Belém, os pastores vigiavam o seu rebanho contra o ataque das feras. Quando, de repente, apareceu um anjo do Senhor através de uma nuvem luminosa causando grande temor. Porém, as primeiras palavras dele trouxeram confiança; ele era o porta-voz de Deus trazendo “Novas de Grande Alegria” para todo o povo de Deus.


O coro celestial era composto por servos celestiais de Deus (Daniel 7.10). Glória a Deus que levara a efeito esse maravilhoso acontecimento e a Paz que Jesus Cristo estava trazendo pertence ao homem de boa vontade. Essa Paz significa a reconcialiação entre Jesus e o homem, e entre o homem e o seu próximo. Ela só é possível aos homens de boa vontade, mesmo em situação adversa como ódio, dificuldades, tensão e atribulação.


Os pastores partiram para Belém e lá encontraram José, Maria e Jesus. Narraram as palavras ouvidas na vigília da noite. Além de José e sua família, outras pessoas estavam presente. Maria se mantinha calada e pensativa na grandiosidade do acontecimento. Só trinta anos depois ela passou a compreender melhor: milagres, curas, perseguições, rejeição, prisão, condenação, crucificação e finalmente a ressurreição do seu filho Jesus.


A celebração do Natal é a comemoração pela Salvação que Cristo nos dá. As honras pertencem a Jesus Cristo e não a papai noel ou a qualquer outro ser. A humanidade come, bebe, troca presentes, se embriaga e diz que está comemorando o Natal. Mas, não sabe o que significa o seu verdadeiro sentido.


A mesa do cristão verdadeiro deve ser assim no dia do Natal: a justiça temperada com o sal do nosso testemunho; o amor regado com a ação e não apenas com palavras; o respeito à dignidade humana adoçado com atitudes concretas; o temor e a fidelidade a Deus temperados com a adoração e a proclamação do Seu nome.
O Natal é alegria no Espírito Santo: “Porque o Reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na Paz e na alegria no Espírito Santo.” Romanos 14.17.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Jesus Aparece ao apóstolo João na Ilha de Patmos – Ap 1.9-20

Por ordem do Imperador Domiciano, João estava preso, exilado na escabrosa Ilha de Patmos ao sul da Ilha de Samos, por causa da sua fidelidade à Palavra de Deus, por seu testemunho acerca de Jesus Cristo e por não cultuar o Imperador como divino.


A ilha de Patmos distava 23 quilômetros da cidade de Mileto, tinha 16 quilômetros de comprimento e dez de largura. Era usada para prender foras da lei. Quando o Imperador Nerva assumiu o poder, mandou soltar a João.


Todos os cristãos são participantes do Reino de Deus através da perseverança. Mesmo nas aflições, atribulações e perseguições. Jesus Cristo alcançou o Reino de Deus pela cruz e nós temos que seguir as Suas pegadas.


João foi inspirado pelo Espírito Santo em um domingo (os cristãos deixaram o sábado judaico pelo domingo da ressurreição de Cristo, passando a ser chamado de Dia do Senhor). A trombeta simboliza vitória, então “voz de trombeta” significa voz vitoriosa.


As igrejas são identificadas pelas cidades-chave da província romana da Ásia Menor.


Os candeeiros ou castiçais são símbolos celestiais das Sete Igrejas.


Filho do homem se refere a Jesus (Daniel 7.13) vestido com a Sua roupa real ou sacerdotal, mostrando pureza e realeza e cingido com o cinto de ouro como sinal de dignidade (Daniel 10.5). Andando no meio das Sete Igrejas, unindo o celestial ao terreno, segurando-as em Sua mão, mostrando a sua soberania bem como a segurança delas.

Sabemos que Jesus não é assim com se apresentou a João. Porém Ele achou conveniente se apresentar daquele modo simbólico, para transmitir mensagens através de cada detalhe:


Os cabelos brancos simbolizam santidade e eternidade (Daniel 7.9).


Os olhos vermelhos simbolizam o conhecimento que Jesus tem do íntimo do homem e de tudo que há no universo (João 2.25 e Daniel 10.6).


Os pés reluzentes simbolizam força, fortaleza e resistência (pois o cobre resiste à ferrugem) (Daniel 10.6 e Ezequiel 1.7)


A voz de muitas águas simbolizam autoridade sobre todos os povos (Daniel 10.6).


As Sete Estrelas que Jesus segura com a Sua mão direita simbolizam os pastores das Sete Igrejas (só Jesus tem poder sobre as Igrejas).


A espada simboliza o poder da Palavra de Deus e o julgamento esmerado e penetrante dos feitos dos homens (Isaías 11.4 – Hebreus 4.12 e Efésios 6.17).


O brilho da face simboliza luz, majestade e glória de Deus e de Cristo (Mateus 17.2).


A reação de João foi idêntica a de Isaías (Isaías 6.1-8); a de Daniel (Daniel 10.9); a de Ezequiel (Ezequiel 1.28); a de Pedro, Tiago e João (Mateus 17.6) e a de Paulo (Atos 26.14).


Jesus procurou tranquilizar a João ao dizer que era o Senhor de tudo, ressuscitou dos mortos e tinha o controle de todas as coisas, inclusive da morte e do túmulo. Disse mais que o hades dará conta de todos os corpos por ocasião da ressurreição final, vencendo assim os dois maiores inimigos do homem (a morte e o túmulo).


Jesus mandou que João escrevesse os fatos ocorridos em um presente recente, no presente e no futuro. O Cristo Redentor, Santo, Majestoso, Onisciente, Onipotente, Onipresente está de pé no meio das Igrejas e tem a sorte delas na Sua mão e diz: “Não temas, eu morri, porém estou vivo para sempre. Tenho a chave da morte e do túmulo para fazer com que eles (a morte e a sepultura) libertem todos no Grande Dia da Ressurreição Geral. Não temeis ir para o lugar do qual Eu tenho a chave. Podereis ser perseguidos até a morte, mas Eu sou o vosso Rei e o vosso Libertador.”


Os sete anjos são os Pastores das Igrejas.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Revelação de Jesus – Ap 1:1-8

Os cristãos estavam sofrendo muito com as perseguições impostas pelo Império Romano e pelos judeus infiéis. Tais perseguições começaram desde os tempos de Jesus, tanto é que O crucificaram covardemente sem que Ele tivesse a oportunidade de se defender. Sempre houve perseguições locais como a de Nero em Roma em 64 d.C. (Nero reinou de 54 a 68 d. C.), mas foi Domiciano que decretou uma perseguição geral, abrangendo todas as províncias em 95-96 d. C. (Domiciano reinou de 81 d.C. a 96 d.C.). Diante da situação deseseperadora – cristãos trucidados, inclusive os apóstolos – Deus, então, mandou uma mensagem para o Seu povo salientando a lealdade, a fé e a vitória final sobre o mal. Foram palavras confortadoras e encorajadoras da parte de Deus através de Jesus Cristo.

Versículos 1 e 2 – Revelação é o desvendamento de algo que estivera oculto, mas que deve acontecer brevemente e os servos do Senhor têm que tomar conhecimento. Esse algo oculto era a Queda do Império Romano. Portanto, Deus exigia a fidelidade a Cristo até a morte.

O Apocalipse é uma carta, um drama, uma profecia, uma revelação (Sugiro a leitura do livro de Daniel, para ajudar a compreender melhor o livro de Apocalipse.)

O apóstolo João escreveu o livro em 95 d.C. quando estava preso na Ilha de Patmos em consequência da perseguição de Domiciano. João era testemunha ocular, porque desde jovem fora escolhido por Jesus para ser Seu apóstolo e por isso seu testemunho era irrefutável.

Versículo 3 – Deus manda uma bênção tanto para o Pastor com para as ovelhas que ouvem e obedecem ou guarda em seus corações a Palavra para fazer uso dela na vida prática, pois o tempo está próximo, isto é, o fim dos tempos ou o tempo do cumprimento das profecias deste livro.

VV 4 a 6 – Mais adiante veremos que a revelação foi endereçada às Sete Igrejas localizadas na Ásia Menor. Cada uma delas recebeu uma carta específica, de acordo com o comportamento de cada uma. João está saudando-as em nome de Jesus Cristo. Não somente as Sete referidas, mas também, todas as Igrejas em todo o tempo.

Graça é aquele favor de Deus imerecido (nós não merecemos, mas Deus é misericordioso) através de Jesus Cristo.

Paz é a confiança interior que capacita o crente a andar corajosamente através da tempestade e do tumulto. Paz não é isenção de luta, de guerra, de perseguição, de sofrimento, de dor. Paz é confiança em Deus em qualquer circuntância bem diferente da paz do mundo que se caracteriza pela riqueza, boa aposentadoria, casa própria, carro do ano, boa saúde, filhos formados, muitas fazendas, muitos amantes, poupança etc.

A Graça e a Paz são enviadas por Deus, Espírito Santo e por Jesus Cristo.

Primogênito dos mortos significa o primeiro a ressuscitar dos mortos.

Príncipe dos reis da Terra é uma declaração de louvor que através da morte obteve o Seu poder sobre todos os reis e tornou-se soberano absoluto. João procura mostrar o contraste entre os reis de Roma (fracos e transitórios) e Jesus com o Seu reinado forte, poderoso e permanente.

O cristão não deve procurar a morte, porém deve estar pronto para morrer em defesa do Evangelho, com aconteceu com Jesus.

Jesus nos fez reis e sacerdotes, isto é, todos nós somos sacerdotes (apóstolos, embaixadores) de Cristo e mediadores entre Ele e aqueles que não O conhecem. O sacerdócio não é privilégio de uns poucos e sim de todos os cristãos.

VV 7 e 8 – Todo o olho o verá significa que Jesus julgará toda a humanidade, ninguém ficará de fora, não escapará um sequer. A vinda de Cristo será um acontecimento terrível para todos aqueles que participaram direta ou indiretamente da Sua morte; bem como para todos os que não querem ouvir a Palavra, que não dão ouvidos aos Seus sacerdotes que pregam todo o tempo e fora de tempo a respeito do Seu amor pelos homens perdidos.

As tribos chorarão por não terem aceitado a Cristo com Único e Suficiente Salvador.

Sim, Amém. Significa: “Que assim seja!”

Alfa e Ômega são a primeira e última letras do alfabeto grego, significando que Deus é o Princípio e o Fim ou o Primeiro e o Último (Cristo é o Começo e o Fim de tudo que existe no universo).

Deus abençoe a todos em o nome de Jesus. Amém.

sábado, 8 de novembro de 2008

O Livro do Apocalipse

Vamos dar início a algumas considerações sobre o livro do Apocalipse. Para o entendimento desse livro, é de vital importância que entendamos a simbologia dos números, dos algarismos presentes no texto escrito pelo apóstolo João quando prisioneiro na Ilha de Patmos.

O número “1” – Simboliza Unidade, a Existência Independente, Único, Só.

O número “2” – Simboliza a Fortaleza, Confirmação, Coragem, Poder Confirmado, Energia Redobrada.

O número “3” – Simboliza a Perfeição Divina (Pai, Filho e Espírito Santo). Simboliza também o amor paternal, maternal e filial.

O número “4” – Simboliza o Mundo Perfeito (o homem primitivo pensava que a Terra era uma superfície plana com os respectivos pontos cardeais – Norte, Sul, Leste e Oeste – dos quais provinham quatro ventos sob o poder dos quatro anjos).

O número “5” – Simboliza a Perfeição Humana (após meditar sobre o Pai, Filho e Espírito Santo e também sobre o pai, mãe e filho, o homem voltou-se para si mesmo e considerou perfeitos os homens que tinham cinco dedos, em comparação com aqueles que tinham mutilações decorrentes de guerras.

O número “6” – Simboliza a fatalidade, a queda, a falha; porque ele nunca alcança o 7 que é a perfeição. Tem condições para ser grande por estar próximo ao “7” mas falha nas medidas. Tem significado sinistro para os hebreus como o “13” tem para nós (por causa das 13 pessoas que estavam à mesa por ocasião da Ceia e uma delas traiu Jesus Cristo).

O número “7” – Simboliza a Terra coroada pelo Céu por ser a combinação de 3 + 4 = 7 (Perfeição Divina + Mundo Perfeito). É o número mais sagrado para os hebreus.

O número “3,5” – Simboliza algo incompleto ou imperfeito, pois mostra que o “7” foi cortado em dois, isto é, anseios e aspirações não realizados. Vamos ver no Apocalipse que o “3,5” representa o mundo à espera de algo que ainda não apareceu; por isso os homens estão em desespero e confusão buscando paz e luz.

O “3,5” toma várias formas: um tempo, de tempos, metade de um tempo, 42 meses, 1260 dias, sempre simbolizando algo incompleto ou imperfeito.

O número “12” – Simboliza a Religião Organizada – 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus, 12 portas da Cidade Santa. O número “12” foi reduplicado para 144.000 (cento e quarenta e quatro mil) quando João desejou mostrar no Apocalipse o número perfeito dos que foram selados para a vida eterna junto ao Pai. Os 144 simbolizam relatividade e não absolutividade como pensam os Testemunhas de Jeová. Isto é, 144 mil simbolizam bilhões de pessoas e não apenas 144 mil pessoas apenas.

Obs. Alguns múltiplos de 5 são considerados números perfeitos:

O número “10” – É o resultado de 5 x 2 – Temos os Dez Mandamentos que englobam todos os deveres do hmem tanto para com Deus como para com o próximo.

O número “70” – É o resultado de 5 x 14 ou de 10 x 7 – É um número muito sagrado ou perfeito. É o símbolo da perfeição. O sinédrio era composto por 70 anciãos (Sinédrio era a Suprema Corte judaica).

O número "70 x 7"– Simboliza o perdão. Setenta vezes sete não é 490 vezes e sim quantas vezes sejam necessárias, conforme Jesus ensinou.

O número "1000" – Simboliza a Perfeição elevada à potência máxima. É o complemento de tudo.